Níveis de transe: as profundidades da hipnose

Os diferentes níveis de transe buscam saber em qual profundidade está a pessoa hipnotizada por meio dos sintomas que ela apresenta. Nesse artigo, a fonte usada para explicar cada nível será a escola clássica com, portanto, três classificações: hipnoidal, sonambúlico e coma hipnótico.

Os níveis de transe

Detectar os níveis de transe serve para medir a profundidade em que se encontra a pessoa hipnotizada. Dessa forma, é possível saber o momento certo para prosseguir com as sugestões e as outras etapas da hipnose. 

Cada categoria é demarcada por uma série de sintomas próprios. Contudo, é difícil dizer onde começa um nível e começa o outro. Por isso é necessário ter noção de alguns sinais e técnicas de medição.

Hipnoidal

O nível hipnoidal é o mais superficial do transe hipnótico. Por isso, ainda é inadequado colocar sugestões. 

Dentre os sintomas, alguns autores consideram que o simples fechar dos olhos já leva ao nível hipnoidal, enquanto outros defendem que é preciso notar a incapacidade de mover pequenos músculos. 

Pode ser transformado em níveis mais profundos através de algumas técnicas, como a amnésia de números.

Sonambúlico

O estado sonambúlico é identificado quando existe uma amnésia de informações na cabeça do paciente.

Por exemplo, ao ordenar uma contagem regressiva, o hipnotista sugere que a cada número falado, os números somem mais e mais da cabeça. 

Com o sumiço dos números, então, temos um estado de hipnose em que se pode criar o que precisa, já em nível sonambúlico.

Ao tocar a nuca do paciente com a mão, e com um balanço devagar de um lado para o outro, é possível observar os músculos do pescoço bem soltos. Trata-se, então, de um bom teste de identificação.

Esse estado, ao contrário do anterior, é muito bom para acatar sugestões. Contudo, é sempre necessário validar o sonambulismo antes de tomar qualquer decisão.

Níveis de transe - menina de olhos fechados com cabelo em volta do rosto

Coma hipnótico ou Esdaile State

O cirurgião inglês James Esdaile (1808–1859) foi o responsável por descobrir o coma hipnótico. Nesse nível, alguns testes são necessários para que se verifique o coma hipnótico:

  1. Anestesia, ou seja, quando algo que causa dor não atinge o paciente;
  2. Catalepsia de grandes grupos musculares, como perna ou braço, quando o paciente não é capaz de fazê-los se movimentar;
  3. A ausência de resposta perante estímulos auditivos. Por exemplo, mesmo gritos ou demais sons não causa reações.
  4. Catatonia, que ocorre quando a pessoa está em um estado que, se esticar o braço, seu músculo mantém a posição, sem sentir cansaço.

É possível que depois do estado de coma a pessoa não queira sair do transe. Neste caso, é necessário negociar com ela. Contudo, caso não seja um problema, a pessoa pode voltar tomando o caminho inverso, saindo do coma hipnótico até o estado sonambúlico e posteriormente ao hipnoidal, até acordar.

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